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Lei que prevê energia solar nas casas populares foi promulgada no MS

18/05/2010

17.05.10



Fonte: A Crítica – 14.05.2010



Mato Grosso do Sul – A promulgação da Lei nº 3.896, de autoria do deputado Coronel Ivan (PRTB), que dispõe sobre a utilização da energia solar nas unidades dos programas de habitações populares públicos ou subsidiados com recursos públicos no Mato Grosso do Sul, foi publicada na última sexta-feira, 14 de maio, no Diário Oficial do Estado.



A lei prevê a preferência à utilização de energia solar na escolha do sistema de aquecimento de água, formado por coletores solares, reservatórios térmicos, aquecimento auxiliar, acessórios e suas interligações hidráulicas que funcionam por circulação natural ou forçada.



Os sistemas de aquecimento deverão ser dimensionados para atender, no mínimo, a sessenta por cento de toda a demanda de água quente.



De acordo com o parlamentar, a ideia é promover a cidadania, pois a instalação de sistemas de aquecimento de água por energia solar tem como resultado imediato a redução do consumo de energia elétrica, a elevação da qualidade de vida do usuário e o reforço de auto-estima e da consciência ecológica.



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13/05/2010



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Ecoenergia: Inteligência aplicada na eficiência energética.



Consumo nacional de energia elétrica cresce 8,4% em dezembro

28/01/2010

Fonte: O Serrano – 26.01.2010

Brasil – O consumo nacional de energia elétrica na rede apresentou em dezembro um forte crescimento de 8,4% sobre igual período de 2008. O montante demandado no país no último mês do ano passado totalizou 34,5 mil gigawatts-hora (GWh).

O consumo residencial e comercial foram destaque, registrando taxas respectivas de 11,7% e 13,4% ante o mesmo mês do ano retrasado. A região Sudeste foi a maior responsável por tais resultados, contribuindo com 6,9 e 8,8 pontos percentuais nas duas taxas globais.

A temperatura se constituiu no principal fator de estímulo ao consumo de energia elétrica nestes casos, pois, comparativamente a 2008, os valores registrados nos dois últimos meses de 2009 (o ciclo de faturamento inclui dias de novembro e dezembro) foram mais elevados nos quatro estados da região.

Consumo no Brasil em 2009 (consolidado) – O consumo nacional de energia elétrica na rede totalizou 388.204 GWh em 2009, indicando, ante 2008, decréscimo de 1,1%. Como ressaltado ao longo do ano, o mercado brasileiro de energia elétrica sofreu forte impacto da crise financeira internacional, porém seus efeitos se concentraram na classe industrial, como consequência da imediata e profunda retração da atividade deste segmento.

Já a demanda interna se manteve aquecida, muito por conta das medidas tomadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise, entre elas a redução seletiva de impostos, a redução dos juros e a expansão do crédito. Assim, a despeito da crise, o consumo das classes residencial e comercial manteve patamar elevado de expansão em 2009.



Futuro está nas redes inteligentes de energia

05/01/2010

Fonte: Brasil Econômico – 30.12.2009

Brasil - Para uma economia crescer de forma vigorosa é preciso investir em infraestrutura. Há alguns anos, esta afirmação significaria a realização de grandes obras com toneladas de cimento, como estradas, aeroportos, viadutos. Mas, no mundo de hoje, aplicar recursos em infraestrutura também significa investir em métodos mais inteligentes e eficazes para modernizar os tradicionais setores da economia. Um exemplo disso é a evolução que as redes de energia devem passar nos próximos anos até alcançarem o conceito ’smart grid’ (rede inteligente, em inglês), que, basicamente, prevê a aplicação das tecnologias mais avançadas do segmento de telefonia no setor elétrico, gerando impactos mais amenos ao meio ambiente.

“O Brasil tem sido muito elogiado por sua economia, mas sua infraestrutura é de terceiro mundo”, critica Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie). “É preciso pensar no futuro e o futuro é o smart grid. Não adianta somente a bolsa subir e o real se valorizar se não houver evolução na infraestrutura”, reforça.

O smart grid é um conceito que dá mais independência ao consumidor, que poderá gerar energia e comercializar os excedentes como faz hoje um grande produtor de eletricidade. “Produzir, distribuir e consumir energia é um esquema superado e que ainda é o utilizado no Brasil. Hoje, na Europa, por exemplo, o consumidor residencial já pode produzir a sua energia e até vender eletricidade para o sistema. E isso precisa chegar ao mercado brasileiro”, diz Bruno Regueira, executivo da IBM.

E a instalação deste sistema vai envolver qualidades capazes de permitir a transição da matriz energética para fontes renováveis, incluindo tecnologias que permitam a interatividade do consumidor com o sistema, além de preços de luz que variam de acordo com o horário em que foi consumida e a utilização de carros elétricos em detrimento daqueles que utilizam gasolina. Outras inovações, como o detalhamento da conta de luz, apontando quanto e a que horas foi o consumo de cada aparelho, o que possibilita a redução do uso da energia também fazem parte do conceito.

Europa e Estados Unidos

A Europa e os Estados Unidos já estão bem à frente quando comparados ao resto do mundo nesta tecnologia. Os americanos, por exemplo, depois de terem eleito o presidente Barack Obama já contam com um pacote de estímulo econômico, de US$ 4,5 bilhões, para o desenvolvimento do conceito naquele país. Outra prova de que os EUA sairão na frente neste ramo é a escolha de Steven Chu, prêmio Nobel de física e ferrenho defensor do smart grid, para Secretário de Energia.

Siemens irá automatizar ONS

A rede de transmissão do Brasil deu o primeiro passo em direção ao smart grid. Nos últimos meses de 2009, a Siemens e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) da Eletrobrás firmaram um acordo para a modernização do sistema de gerenciamento de energia do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). “Ganhamos esta licitação para implantar conceitos de smart grid nas redes de monitoramento do ONS nos próximos dois anos”, antecipou Guilherme Mendonça, diretor da Siemens, em entrevista exclusiva ao Brasil Econômico.

O executivo da companhia alemã detalha que o projeto prevê a instalação de um sistema de gerenciamento das linhas de trasmissão que irá integrar os quatro centros de operação regionais e o nacional, a fim de ampliar a comunicação e o compartilhamento dos dados entre as regiões. “Esta é uma iniciativa inédita no Brasil e representa um importante salto de qualidade na gestão dos sistemas de transmissão e geração de energia”, diz o diretor. O executivo, que não abriu o valor do investimento para este projeto, garante que esta modernização irá ampliar a confiabilidade do sistema elétrico e que problemas como o blecaute ocorrido no início de novembro certamente terão impactos menores na rede elétrica brasileira.

“Daremos ao ONS melhores condições para garantir a continuidade dos processos de supervisão e controle”, esclarece Mendonça. “A iniciativa do governo federal coloca o Brasil em pé de igualdade com países de grandes dimensões, como Estados Unidos e Rússia, ao adequar seu sistema aos requisitos mais recentes de confiabilidade e à futura demanda por energias alternativas”, diz.

Smart Grid – O mundo com a rede inteligente de energia

O consumidor comum poderá gerar energia, por meio de painéis fotovoltaicos ou minigeradores eólicos.

Se uma residência produzir mais energia do que o necessário, o excedente poderá ser vendido à rede, proporcionando desconto na conta de luz.

Usinas térmicas a óleo diesel ou carvão mineral deixarão de ser utilizadas. As formas de produção limpa de eletricidade serão unânimes.

Carros elétricos são a tendência mundial. Os automóveis terão baterias possibilitando a venda da energia armazenada à rede nacional.

A conta de luz será detalhada, apontando quanto e a que horas cada equipamento consumiu.

O custo da energia irá variar conforme o horário em que o consumo foi efetivado. Ou seja, o preço da luz pela manhã será diferente do custo da noite.

Haverá a conta pré-paga de energia. Ou seja, paga antes de usar, mas não usa se não tiver adquirido o cartão pré-pago.



Confira dicas para economizar energia e começar o Ano Novo sem dívidas

05/01/2010

Fonte: NE-TV – 01.01.2010

Pernambuco – O ano começou e o que muita gente quer é esquecer o susto que levou no mês passado com a conta de luz. A Companhia Energética de Pernambuco, a Celpe, registrou um aumento de 14% no consumo residencial, em uma comparação com dezembro de 2008.

Com o filho de férias e em casa a maior parte do dia, a jornalista Juliana Lopes já sabe o que pode esperar da próxima conta de energia. “A criança passa o dia todo usando computador, televisão, e isso reflete na conta de luz”, explica.

Mas a despesa pode aumentar também por outros motivos. O calor e a recente redução do imposto para produtos da chamada linha branca, como geladeiras, que permitiu que muitas pessoas pudessem comprar vários eletrodomésticos e agora desfrutam de mais conforto, não podem ser esquecidos.

A professora Maria Belo dá algumas dicas para driblar as contas caras. “Primeiro trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas frias, tirar o gelágua, e cuidados com o uso de máquina de lavar”, comenta.

DICAS

Os especialistas sugerem a compensação neste mês de férias, começando por desligar a tela do computador quando seu filho correr para TV e também aproveitar o tempo bom para manter as janelas abertas. Se possível, pinte as paredes com cores claras, com isso você economiza na iluminação.

De acordo com o gerente da Celpe Saulo Cabral, o chuveiro é um dos grandes vilões da conta de energia. “O chuveiro consome muita energia. Então coloque na posição verão, que consome menos de 30% em relação a posição inverno”, explica. O especialista dá outras dicas. “Quando for cozinhar retire todos os alimentos de uma vez da geladeira. Você também pode verificar se está havendo vazamento de energia, colocando uma folha de papel na borracha do refrigerador. Se soltar fácil, ela está frouxa. E desligue o ar condicionado, quando todos estiverem dormindo”, explica.



Sustentabilidade em shopping centers: um caminho sem volta

15/12/2009

Fonte: Administradores – 11.12.2009

Brasil – A importância de tornar os empreendimentos brasileiros mais sustentáveis, desde a construção até a operação, ganha cada vez mais destaque no mundo corporativo. O tema é discutido nos mais diversos segmentos de negócios, como varejo, serviços e indústria.

E, cada vez mais, a aplicação de boas práticas ambientais e a preferência por empreendimentos verdes são incluídas na política global de grandes empresas. A sustentabilidade é um caminho sem volta. O desafio é investir na construção dos chamados “green buildings” e buscar formas de tornar sustentáveis também as construções antigas.

Em grandes empreendimentos comerciais, como shopping centers, por exemplo, o consumo de energia é um dos principais gastos mensais. Assim, além de ambientalmente correto, um projeto que vise a sustentabilidade do empreendimento – e inclua desde o design até a operação diária – significa não só a redução de consumo de recursos naturais, mas também diminuição das despesas financeiras.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, o investimento na construção de um prédio verde não chega a ser 10% superior ao de um empreendimento comum. As estimativas indicam que um empreendimento projetado para ser sustentável, desde a construção até a operação, costuma ser de 3,5% a 7% mais caro.

Em contrapartida, o preço de venda ou o aluguel dos espaços, sejam salas comerciais ou lojas, também supera em cerca de 7% os valores cobrados dos empreendimentos comuns. Além disso, no longo prazo, a economia gerada com a redução do consumo e a melhoria de performance da operação garantem uma economia de até 30% no condomínio mensal, o que torna o negócio cada vez mais atrativo para os lojistas.

Ainda considerando o mercado de shopping centers, apenas cerca de 6% do total de empreendimentos existentes no País implementaram técnicas sustentáveis desde a construção. Entre elas, destacam-se a definição de um design que favoreça a iluminação natural durante o dia, equipamentos elétricos eficientes, projetos para reuso de água e utilização de água das chuvas, além de sistemas inteligentes de iluminação ou ar condicionado.

Porém, e os demais shoppings? Como garantir a sustentabilidade em um empreendimento já construído? Neste caso, há uma série de processos que podem proporcionar maior eficiência da operação, otimizando o consumo de recursos naturais e garantindo a sustentabilidade. Adaptações na infra-estrutura, revisão do projeto de iluminação e o retrofit de equipamentos são alguns exemplos de como é possível rever a operação diária.

Para se ter uma idéia, no processo de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), um dos principais certificados do mundo que visa a aplicação de boas práticas ambientais, a forma e o consumo de energia elétrica e de água estão entre os principais itens avaliados.

Assim, para os empreendimentos mais antigos, que não são projetados para energia solar ou reuso de água, o investimento em equipamentos novos, que consomem menos energia, pode ser a solução para iniciar o processo de economia. Na iluminação, a troca por lâmpadas mais eficientes, como Leds, deve ser a primeira atitude, seguida por sensores de iluminação.

No entanto, em alguns casos, iniciativas simples, como aumentar o nível do brilho do piso, podem trazer ótimos resultados na iluminação, através de reflexão. Já no sistema de ar condicionado, que corresponde a 60% da conta de energia de um shopping, investir na implementação de sistemas de controle por andar ou loja, assim como na inclusão de películas que limitam a entrada de sol no ambiente, podem ser ótimas alternativas.

Também é possível optar pela inclusão de um gerador de energia para os horários de ponta, em que a energia elétrica costuma ser mais cara. Esse conjunto de ações permite uma economia de até 30% no custo operacional do empreendimento.

Com relação à economia de água, um dos recursos mais escassos de nosso planeta, é possível realizar alterações nos equipamentos para o consumo inteligente. Como exemplo, podemos citar a troca de torneiras manuais para torneiras com temporizadores ou descargas a vácuo. Já existe também uma linha de louças para banheiros com desgin projetado para reduzir o consumo de água. Com o reuso de água, iniciativa que traz mais economia entre as citadas, é possível a reutilização da água para rega de plantas e direcionamento para sanitários.

Embora projetos de créditos de carbono não sejam economicamente viáveis para o segmento de shopping centers, o monitoramento do quanto foi reduzido auxilia na visualização dos efeitos positivos do projeto de eficiência energética.

Vale ressaltar, entretanto, que um dos maiores desafios da manutenção do projeto sustentável em um shopping é a garantia de que o cliente final não será afetado com as mudanças realizadas. Reduzir o consumo de energia ou otimizar a operação de infraestrutura não deve interferir no grau de adequabilidade do ambiente.

Se o cliente encontra um local limpo, organizado e atraente visualmente, ele ficará mais tempo no shopping, o que aumenta a probabilidade de conversão da venda e, consequentemente, o ticket médio do shopping. Os shoppings verdes são, de fato, um caminho sem volta.

Heloisa Bomfim – business developer da área de empreendimentos comerciais e shoppings centers da Dalkia Brasil



Ecoenergia em entrevista na TVU – “O negócio é o Seguinte”

11/12/2009

Participação do Sócio e Diretor de P&D da EcoEnergia, Rodrigo Régis, no programa “O negócio é o Seguinte” da TVU. A EcoEnergia foi tema da entrevista como exemplo de novo empreendimento em eficiência energética. Nela são abordadas informações sobre a empresa, produtos, incubação e projetos de pesquisa.



Ligados na Eficiência Energética e no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

10/12/2009

Fonte: Assessoria de imprensa da Eletrobrás – 09.12.2009

Brasil – O gerente da Divisão de Eficiência Energética na Indústria e Comércio da Eletrobrás, Marco Aurélio Moreira, e a gerente de Produto de Meio Ambiente da Caixa Econômica Federal, Denise Seabra, anunciaram parceria entre as instituições visando à promoção de ações para financiamento da eficiência energética no saneamento ambiental, além do estímulo, por meio de fomento do Banco Mundial, do desenvolvimento de projetos de eficiência energética que atendam ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto. O anúncio ocorreu no último dia 3 de dezembro, durante Seminário Nacional de Eficiência Energética em Saneamento Ambiental, no Clube de Engenharia.



Energia Inteligente

10/12/2009

Fonte: Isto É Dinheiro – 07.12.2009

Brasil – O brasileiro voltou a conviver com apagões desde o início de novembro quando 18 estados brasileiros ficaram às escuras. No Rio de Janeiro, os habitantes da cidade ainda enfrentavam miniapagões diários na semana passada. De 2009 até 2013, 62% do crescimento da capacidade energética no Brasil virá de usinas térmicas, consideradas uma fonte mais cara e ambientalmente incorreta. Mas há uma forma mais simples para ajudar a resolver os problemas de distribuição do país. É a tecnologia chamada de redes inteligentes de energia (smart grid, do termo em inglês). A tecnologia é o principal pilar do plano de renovação do setor elétrico que está sendo conduzido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

As redes inteligentes prometem um sistema elétrico mais eficiente e confiável. Elas são capazes de redirecionar distribuição de energia.

Este é o caso da Ampla, empresa pertencente ao grupo espanhol Endesa, responsável pelo abastecimento de 73% do estado do Rio de Janeiro. A companhia investiu R$ 300 milhões para instalar medidores eletrônicos de consumo em áreas com alto índice de fraudes. “Começamos o projeto em 2005 para inibir o roubo de energia”, afirma o diretor de relações institucionais da empresa, André Moragas. Dos 2,5 milhões de clientes da companhia, 300 mil contam com os novos equipamentos. O índice de ligações clandestinas caiu de 26%, em 2003, para 20%, após o início do projeto. De acordo com Moragas, cada ponto percentual reduzido significa uma recuperação financeira de R$ 40 milhões.

O grupo Rede Energia, que atua em sete Estados brasileiros, também investe em medidores eletrônicos em algumas localidades. Segundo o vice-presidente de operações da companhia, Sidney Simonaggio, estão sendo trocados a energia em momentos de escassez. Uma casa ou região com baixo consumo pode, em um determinado horário, ter a energia desviada, por exemplo, para um hospital que necessite com urgência da eletricidade. O consumidor pode também armazenar a sua própria energia, evitando os apagões em momento de desabastecimento. Hoje, o sistema brasileiro não tem desligamento seletivo e foi justamente este fator que provocou o blecaute em cadeia em 18 estados brasileiros.

O primeiro passo para criar redes inteligentes é trocar os medidores. Cada casa precisa ter um e eles passam a se comunicar com outros medidores de uma rede. Juntos, definem as prioridades de os equipamentos nos estados de Mato Grosso e do Pará, que passarão a contar com um sistema de medição centralizada, no qual é possível, inclusive, desligar remotamente a transmissão de energia.

Simonaggio calcula em R$ 700 por cliente o custo para implantar uma rede inteligente no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualmente são 63 milhões de unidades consumidoras de energia no país, o que resultaria em um custo total de mais de R$ 44 bilhões.

A estrutura tarifária também precisa mudar. Hoje, o sistema não permite cobranças diferenciadas conforme o horário de consumo, o que poderia ser feito com as redes inteligentes. Segundo a Aneel, até o final do primeiro semestre de 2010 será realizada uma audiência pública para definir as propostas de alteração da estrutura tarifária. A pressa se justifica: segundo especialistas, a transição para o novo modelo leva entre cinco e sete anos.



Eficiência gira R$ 900 milhões em 2009

09/12/2009

Fonte: Brasil Energia – 04.12.2009

Brasil – O volume de negócios envolvendo o mercado de eficiência energética vai fechar 2009 com uma carteira estimada em R$ 900 milhões. O crescimento será 15% superior ao registrado em 2008, mas inferior aos 35% obtidos em 2008, comparativamente a 2007, segundo informação da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

Além de R$ 350 milhões em projetos implantados sob a legislação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o montante alcançado no ano passado envolve tanto ações desenvolvidas no âmbito do Compet e Procel, como também iniciativas voluntárias implementadas por grandes empresas como Vale e Usiminas, entre outras. Para 2010 a previsão é atingir uma performance entre 35% e 40%.

“As perspectivas são bastante positivas, principalmente em decorrência das decisões que serão tomadas ao longo da 15a Conferência da Convenção do Clima, em Copenhage”, aposta o novo presidente da Abesco, José Starosta, da Ação Engenharia, empossado nesta sexta-feira, 4/12, para a gestão 2010/2011. Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (USP), ele deixa a presidência do Conselho Executivo para substituir Ricardo Davi, da Ecoluz, que dirigiu a associação entre 2004 e 2009.

Além da implementação de um plano diretor – que já conta com grupos de trabalho definidos e em atividade –, Starosta tem entre suas metas fazer avançar as articulações em torno da formação de um fundo garantidor de cerca de R$ 100 milhões para suportar projetos de eficiência energética. O segmento não consegue alavancar a implementação do seu potencial principalmente pela dificuldade na obtenção de financiamentos, ante as rigorosas exigências dos bancos, inclusive no âmbito do Proesco, linha do BNDES. “Queremos também agilizar a tramitação burocrática dos processos porque os clientes não podem esperar seis meses para colocar projetos em prática”.

Outra preocupação do novo presidente da Abesco é a extinção, em 2010, da exigência de aplicação de 0,5% da receita operacional líquida por parte das concessionárias em ações contra desperdício de energia. A mobilização em torno do tema, explica, passa por articulações junto ao Congresso Nacional, já que a continuidade dos programas não depende da Aneel. “O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) deveria permanecer”, defende.

A profissionalização das empresas que atuam na área de eficiência também está na lista de objetivos de José Starosta. A Abesco negocia com uma universidade e deverá contatar outras instituições interessadas em criar e aplicar processos de certificação.




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